domingo, 20 de outubro de 2013

Região Norte


Região Norte do Brasil é a mais extensa com 3.869.637 km² e possui sete estados: Acre, 
Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além de ser a maior região territorial, nela está localizada os dois maiores estados do Brasil: Amazonas e Pará, respectivamente. As cidades de Altamira, Barcelos e São Gabriel são as maiores cidades do Brasil em área territorial, tendo cada uma, mais de 100.000 km², sendo maiores que os estados de Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Alagoas juntos. Apesar de ser a maior região do Brasil, é a menos povoada. A região faz divisa ao sul com Mato grosso, Goiás e a Bolívia, ao norte faz divisa com Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, ao leste com Maranhão Piauí e Bahia e a oeste com Peru e Colômbia. 

Relevo da Região Norte

Região Norte está situada na região geoeconômica da Amazônia, entre o Maciço das Guianas, a Cordilheira dos Andes, o Planalto Central e o Oceânico Atlântico. O relevo da Região Norte pode ser dividido em três partes: 



- Planícies e Terras Baixas Amazônicas: Apesar de ser conhecido por planícies, apenas uma pequena margem do Rio Amazonas, e alguns pequenos trechos em partes elevadas, são propriamente ditas planícies. Essa parte é dividida em três subgrupos: 


+ Igapós: São as partes mais baixas, constantemente inundadas pela cheia do Rio Amazonas; 


+ Tesos ou terraços fluviais (Várzeas): Possuem altitudes menores que 30 metros e são inundadas pelas cheias mais fortes; 


+ Terra firme: Podendo chegar a até 350m de altitude, está livre das inundações. A composição do terreno é basicamente de arenito; 

- Planalto das Guianas: É uma formação de relevo constituída basicamente por terrenos cristalinos. Ele vai do Brasil até a Venezuela e as Guianas. Na fronteira desses países encontra-se a Região Serrana, onde está localizada a Serra do Imeri, Parima, Pacaraima, Acaraí e Tumucumaque. É na Região Serrana que encontramos o pico mais alto do Brasil, o Pico da Neblina, na Serra do Imeri, na Região Norte do estado do Amazonas; 

- Planalto central: Fica na parte sul da região, abrangendo o estado do Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins. Sua constituição é feita por terrenos cristalinos e sedimentos antigos, sendo mais elevado ao sul e no Tocantins; 

Clima da Região Norte

O clima da Região Norte é bastante úmido, sendo um clima equatorial. As temperaturas são elevadas durante o ano todo, com baixa amplitude térmica, com exceção de algumas localidades de Roraima e Acre onde ocorre o fenômeno La Niña, que permite que massas de ar frio vindas do oceano Atlântico entrem na região pelo Mato Grosso até chegar nesses estados, abaixando sua temperatura. Isso ocorre porque o calor da Amazônia permite que exista uma área de baixa latitude que atrai massa polar. 

As chuvas na Região Norte são constantes, possuindo um período de estiagem de junho a novembro. As maiores incidência de chuvas são nas áreas do litoral do Amapá, foz do Rio Amazonas e algumas partes da Amazônia Ocidental. As chuvas de convecção ou de "hora certa" são características da região. 

Vegetação da Região Norte


É na Região Norte que está localizado o maior ecossistema do mundo: a floresta Amazônica. Podem encontrar outras características da sua vegetação: mangue no litoral e algumas faixas de cerrado. 



A Amazônia equivale a mais de um terço das reservas florestais do mundo. Suas principais características são as árvores grandes e largas (espécies latifoliadas), próximas uma das outras e unidas por cipós e epífitas (vegetais que se apóiam em outros). Por causa do clima, quente e chuvoso, favorece o crescimento de plantas e a reprodução de animais durante todo o ano, fazendo com que a floresta Amazônia possua a flora mais variada do planeta. 




Existem algumas variações na floresta Amazônica de acordo com o local. Próximo aos rios, onde a inundação é permanente a vegetação é mais baixa chamada de mata de igapó. Nas chamadas mata de Várzea onde a inundação não é permanente começam a surgir árvores mais altas. Sem considerar a devastação, a floresta Amazônica ocupa mais de 90% da Região Norte



Ilha de Marajó

Na ilha de Marajó, a maior ilha de água fluviomarinho do mundo, e no vale do Rio Amazonas encontramos às formações rasteiras de Campos da Hileia que, nos períodos de cheias dos rios, ficam inundadas. Já em Tocantins, Rondônia e Roraima existem grandes extensões de cerrado. 

Hidrografia da Região Norte

A hidrografia da Região Norte é bastante rica, possuindo a maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia Amazônica, formada pelo rio Amazonas e seus afluentes. Por causa da sua grande extensão, o rio Amazonas possui três portos, um deles está localizado em Manaus, capital do Amazonas.


Na foz do rio Amazonas acontece um fenômeno natural chamado pororoca, uma onda contínua de até cinco metros formada na subida da maré. Na Região Norte ainda podemos encontrar a Bacia do Tocantins e em um dos seus rios (rio Tocantins) está instalada uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, a Tucuruí. 



População da Região Norte

Apesar de ser a maior região do Brasil, sua densidade demografia é de apenas 4,77 habitantes por km². Suas principais cidades são Manaus (capital do Amazonas), Belém (capital do Pará), Porto Velho (capital de Rondônia), Macapá (capital do Amapá), Rio Branco (capital do Acre), Boa Vista (capital de Roraima), Palmas (capital do Tocantins), Ananindeua, Marabá, Santarém, entre outras. A economia da região baseia-se nas atividades industriais, extrativismo mineral e vegetal, agricultura, pecuária e o turismo.


Aspetos culturais


Sua população é bem miscigenada (indígenas, imigrantes, cearenses, gaúchos, paranaenses, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos), fator que contribui para a diversidade cultural da Região. A quantidade de eventos culturais do Norte é imensa, por esse motivo iremos destacar alguns desses vários elementos que compõem a cultura desse povo tão alegre e receptivo.


São várias as manifestações culturais realizadas pelas diferentes tribos indígenas distribuídas pela Região Norte. O índio, por vaidade ou questões religiosas, se enfeita através de pinturas e acessórios durante suas celebrações.

As duas maiores festas populares do Norte são o Círio de Nazaré, que no segundo domingo de outubro reúne mais de 2 milhões de pessoas em Belém (PA), e o Festival de Parintins, a mais conhecida festa do boi-bumbá do país, que ocorre em junho, no Amazonas.

Círio de Nazaré

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.


O boi-bumbá é uma das variações do bumba meu boi, largamente praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, sendo a primeira expressão de teatro popular brasileiro.
O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do boi-bumbá. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho) e Boi Caprichoso (azul). São três noites de apresentação nas quais são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos.

O carimbó é um estilo musical de origem negra, uma manifestação cultural marcante no estado do Pará. A dança é realizada em pares e são formadas duas fileiras de homens e mulheres, quando a música é iniciada os homens se direcionam às mulheres batendo palmas; formados os pares, eles ficam girando em torno de si mesmos.

Congada

O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica, o congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. É popular em toda a Região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

A congada é a representação da coroação do rei e da rainha eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.

Em Taguatinga, no sul do estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.

A Folia de Reis é outro evento comum nos estados do Norte. Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados a respeito dessa festa afirmam que a sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, era a comemoração do nascimento de Cristo.

A Festa do Divino é de origem portuguesa, é uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo.

Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância para a população de Rondônia.

A herança indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada na mandioca e em peixes. No estado do Amapá, a carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus é tomado direto na cuia indígena o tacacá, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta-de-cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará.

Na Ilha de Marajó se destaca o frito do vaqueiro, feito de cortes de carne de búfalo acompanhados de pirão de leite. Também da ilha vem a muçarela de búfala.
A biodiversidade da Amazônia se reflete ainda na variedade de frutas: cupuaçu, bacuri, açaí, taperebá, graviola, buriti, tucumã, pupunha, entre outros.


O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São feitos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.

O artesanato indígena é utilizado como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajá são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.

No Tocantins se destaca o artesanato com capim dourado. É uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites. Hoje são confeccionados por volta de 50 tipos de produtos; os artesanatos são necessariamente em formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.

Economia 

Como não poderia deixar de ser, a economia da Região Norte está intimamente ligada ao seu grande potencial natural. As principais atividades são: agropecuária, pecuária, o extrativismo mineral e animal, a exploração industrial e a exploração turísticas das belezas que essa terra contém. O Produto Interno Bruto (PIB) de toda a região representa, apenas, em torno de 5 %, segundo dados do IBGE, no ano de 2007. O Pará é o estado com maior PIB da região, seguido de Amazonas e Rondônia. Tocantins, Amapá, Acre e Roraima completam a lista nessa ordem.


Já na avaliação das cidades, Manaus-AM é a cidade com maior PIB; em segundo lugar está Belém-PA; terceiro, Porto Velho-RO e Macapá-AP em quarto lugar, segundo a pesquisa do IBGE, do ano de 2007. Manaus leva vantagem sobre as outras cidades nesse quesito pela existência da Zona Franca. Essa região é um centro financeiro que foi criada em 1967 pelo governo do Brasil para se tornar um polo de industrialização naquele ponto. 

Quem nunca comprou um produto com este selo?

De fato, a Zona Franca de Manaus, criada pelo Presidente Castelo Branco, se tornou um local bastante visitado por estrangeiros e brasileiros para aproveitar das ótimas condições de compra que ela oferece. Essas “ótimas condições” são possíveis porque é uma área onde não se cobram impostos sobre mercadorias compradas no exterior; logo, mais baratas do que no resto do país. No entanto, seu aspecto mais forte é o polo industrial: são mais de 450 de indústrias que atuam nessa região. A explicação para tantas indústrias terem escolhido a Zona Franca de Manaus é justamente a facilidade de compra: não tendo impostos para produtos do exterior, comprar peças para montagem de aparelhos fica bem mais barato. Essas facilidades de exportação já foram maiores, mas cortadas na década de 80, para a proteção de empresas nacionais. Mesmo assim a industrialização e o turismo são atividades exploradas pela economia. 

 A agricultura, junto da pecuária, são pilares importantes na construção da economia da região norte. No entanto, são duas atividades que motivam desmatamentos, o que é bastante negativo em qualquer parte do mundo e ainda mais na Floresta Amazônica, principal floresta do mundo. Na agricultura, o destaque da região é o estado de Rondônia. Especialmente no início da década de 70, o estado começou a ter uma cultura de grande plantio de diferentes coisas. O reflexo disso é a grande importância, em nível nacional, que o estado tem para a produção de: café, milho, mandioca, soja, cacau feijão e até mesmo uva (fruta característica de lugares com temperaturas mais baixas).

Já na pecuária, o segmento de criação de bovinos é a principal vertente da região Norte.  Três estados, em especial, concentram a criação desses animais: Pará, Rondônia e Tocantins. No ano de 2008, por exemplo, Rondônia foi o quinto estado que mais exportou carne no Brasil. Outro estado com boa cultura pecuária é Roraima, que tem o maior rebanho de búfalos do país. A pecuária também permite que se explore a produção de, por exemplo, leite. Nesse quesito, Pará, Rondônia e Tocantins voltam a figurar os três primeiros lugares como os três maiores produtores de leite da região Norte. 


Uma área que historicamente foi bastante explorada nessa região foi o extrativismo. Principalmente o vegetal, por meio da retirada de látéx da seringueira, extração de açaí, madeira, castanha-do-pará e outros. Essa atividade tem decrescido ao logo dos anos: pesar de ainda produzir bastante borracha partir das seringueiras e da grande produção de madeira que ainda existe na região, essas atividades não têm a mesma importância que tiveram, por exemplo, no século XX.

Além do extrativismo vegetal, o extrativismo animal e mineral também tem participação na economia da região. A mineral se baseia na exploração de metais (como ouro e alumínio) diamantes e também minerais fósseis (gás natural e petróleo) . O extrativismo animal se baseia na pecuária e também pela caça e pesca. É uma atividade que é bastante explorada pela grande variedade de animais que existe na floresta Amazônica. 


Ainda há o ramo de produção de energia. É um setor tímido perto de outras atividades dessa região. Isso porque, apesar de ter muitos rios, a geografia desse lugar não facilita a produção “hidrelétrica”. Apesar disso existem as hidrelétricas como a Tucuruí (PA),  Curuá-Una (PA), Balbinas (AM), Samuel (RO), Coroaci Nunes (AP), Estreito (TO), Cana Brava (TO), Serra da mesa (TO), Peixe Angical (TO) e ainda outras que estão sendo projetadas

Resistências do Norte 


Chico Mendes



Pobre e iletrado, o pai de Chico Mendes ganhava a vida extraindo látex das seringueiras na floresta amazônica. Aos nove anos, o garoto Francisco Alves Mendes Filho também entrou para a profissão de seringueiro: era sua única opção, já que lhe foi negada a oportunidade de estudar. Até 1970, os donos da terra nos seringais não permitiam a existência de escolas. Chico só foi aprender a ler aos 20 anos de idade.

Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e dos moradores da região amazônica, tornou-se um líder do movimento de resistência pacífica. Defensor da floresta e dos direitos dos seringueiros, ele organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e a destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional.

- 1975 – É fundado o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Chico Mendes aceitou o convite para ser secretário geral da instituição.

- 1976 – Começou a organizar os seringueiros para lutarem em defesa da posse de terra.

- 1977 – Participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri. Neste mesmo ano, foi eleito vereador pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro)

- 1978 – Começou a receber ameaças dos fazendeiros locais, descontentes com sua atuação sindical.

- 1980 – Participou da fundação do Partidos dos Trabalhadores (PT), tornando-se dirigente do partido no estado do Acre. Neste mesmo ano, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros da região, que o acusavam de envolvimento no assassinato de um capataz de uma fazenda. Foi absolvido por falta de provas.

- 1981 – Tornou-se presidente do Sindicato de Xapuri.

- 1982 – Candidatou-se a deputado estadual pelo PT, porém não conseguiu eleger-se.

- 1985 – Organizou o 1º Encontro Nacional de Seringueiros. Participou da fundação do CNS (Conselho Nacional dos Seringueiros). Participou da proposta do “União dos Povos da Floresta”, que previa a união dos interesses dos seringueiros e indígenas na defesa da floresta amazônica.

- 1987 – Recebeu em Xapuri uma comissão da ONU (Organização das Nações Unidas), mostrando a devastação causada na floresta amazônica por empresas financiadas pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Após levar as denúncias ao senado dos Estados Unidos, o BID suspendeu os financiamentos a estas empresas.

- 1987 – Recebeu vários prêmios na área de ecologia e meio ambiente em função de sua luta em defesa da floresta amazônica e de seus povos nativos. O mais importante destes prêmios foi o “Global 500”, entregue pela ONU.

- 1988 – Participou da criação das primeiras reservas extrativistas no Acre. Foi eleito suplente da direção nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) durante o 3º Congresso Nacional da CUT.

- 22 de dezembro de 1988 – Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa. Deixou esposa (Ilzamar Mendes) e dois filhos pequenos (Sandino e Elenira).

Queremos a Praça Chico Mendes de volta!


É sempre bom lembrar que até o ano passado em São Gonçalo tínhamos uma praça com o nome de Chico Mendes localizada no bairro Raul Veiga. Eu disse tínhamos porque nossa ex-prefeita, em uma jogada claramente politico partidário fez uma reforma na praça a transformando no que hoje conchemos como praça da Bíblia. Sim deixamos de homenagear um mártire na luta contra os "coronéis" do norte do Brasil para  numa atitude que além de partidária fere a laicidade do Estado.

Irmã Dorothy

Dorothy Mae Stang, conhecida como Irmã Dorothy foi uma freira norte-americana naturalizada brasileira.


Pertencia às Irmãs de Nossa Senhora de Namur, congregação religiosa fundada em 1804 por Santa Julie Billiart (1751-1816) e Françoise Blin de Bourdon (1756-1838). Esta congregação católica internacional reúne mais de duas mil mulheres que realizam trabalho pastoral nos cinco continentes.

Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no Estado do Maranhão. Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da Transamazônia. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região. Atuou ativamente nos movimentos sociais no Pará.

A sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, no Estado do Pará, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional.

A religiosa participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade a vida e a luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica, no Pará. Defensora de uma reforma agrária justa e conseqüente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na Região Amazônica.

Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, que corta ao meio a pequena Anapu. Era a Escola Brasil Grande.

Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se. Pouco antes de ser assassinada declarou: "Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar". 

Ainda em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil (seção Pará) pela sua luta em defesa dos direitos humanos.

Falecimento
A Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com sete tiros, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.

Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou "eis a minha arma!" e mostrou a Bíblia Sagrada. Leu ainda alguns trechos das Sagradas Escrituras para aquele que logo em seguida lhe balearia.

No cenário dos conflitos agrários no Brasil, seu nome associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.

O corpo da missionária está enterrado em Anapu, Pará, Brasil, onde recebeu e recebe as homenagens de tantos que nela reconhecem as virtudes heróicas da matrona cristã.




fonte: http://www.estadosecapitaisdobrasil.com/regiao-norte.php

Região Centro-Oeste

Região Centro-Oeste é composta pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, onde está situada a capital do país, Brasília. 


Com a mudança da capital do Brasil do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960, houve uma grande mudança na região. O aumento da população e a construção de estradas e ferrovias foram intensos. Hoje, a taxa de urbanização da região é de 81,3%. Sua área total é de 1.612.077,2 km², sendo a segunda maior região brasileira em território. 

Relevo da Região Centro-Oeste


O relevo da Região Centro-Oeste não possui lugares de grandes altitudes. Ele é composto por três relevos predominantes: 


• Planalto Central: ocupa a maior parte da região e é formado por um grande bloco de rochas cristalinas que são encobertas por rochas sedimentares. Existem algumas partes em que as rochas cristalinas aparecem na superfície fazendo com que o relevo apresente ondulações. Nas áreas onde as rochas sedimentares cobrem todo o relevo são formadas as chapadas. As principais chapadas são: Chapada dos Parecis, Chapada dos Veadeiros e Espigão Mestre que divide a Bacia do Tocantins da Bacia do São Francisco; 



• Planície do Pantanal: é uma planície que, periodicamente, é inundada pelo rio Paraguai e tem formação recente. Está situada entre os planaltos Central, Meridional e o relevo pré-andino; 


• Planalto Meridional: vai da região Sul até os estados do Mato Grosso do Sul e Goiás, possui as terras mais férteis da região; 

Clima da Região Centro Oeste

O clima predominante na Região Centro-Oeste é o tropical, com um verão chuvoso e um inverno seco entre os meses de abril a dezembro. No inverno a temperatura média é de 18ºC e no verão superior a 25ºC. Ao noroeste da Região Centro-Oeste pode ser encontrado o clima equatorial por conta da floresta Amazônica. O índice de chuva na região varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso e fica em torno de 1.250 mm no Pantanal mato-grossense. 

Hidrografia da Região Centro-Oeste


A hidrografia da região é drenada por vários rios que formam três bacias importantes: 

• Bacia Amazônica: ocupa parte do Mato Grosso e é formada pelo rio Xingu; 






• Bacia do Tocantins-Araguaia: ocupa o norte e o parte do oeste de Goiás e o extremo leste do Mato Grosso; 



• Bacia Platina: está subdividida em Bacia do rio Paraná e Bacia do rio Paraguai 



- Bacia do rio Paraná: é formada pelos rios Paraguai, Cuiabá, Pardo; Miranda, Apa, Paraná, 

Verde, Corumbá, Aporé, e Taquari. 


- Bacia do rio Paraguai: é a bacia mais extensa formada pelo rio Paraguai que nasce em Mato Grosso na chapada dos Parecis e tem como principais afluentes os rios Cuiabá, Taquari e Miranda. 

Vegetação da Região Centro-Oeste

Existe uma grande variedade na vegetação da Região Centro-Oeste


No norte e oeste está presente a floresta Amazônica, porém boa parte da região é coberta pelo cerrado e sua vegetação rasteira: árvores espaçadas com tronco retorcido e folhas duras e arbustos baixos. 




No Mato Grosso do Sul existe uma localidade isolada de campos limpos conhecido na região como vacaria. Essa região é parecida com os pampas gaúchos. No verão são alagáveis e possui diversificada vegetação, apresentando pontos de cerrado, caatinga e campos. 


População da Região Centro-Oeste

De acordo com o IBGE, é uma região pouco povoada, tem densidade demográfica de 8,26 hab./km². Goiás é o estado mais populoso, seguido do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. O Distrito Federal possui número de habitantes parecido com todo o estado do Mato Grosso do sul. 


Suas principais cidades são: Brasília, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia, entre outras.


Agropecuária

O agronegócio é a principal atividade econômica da região Centro-Oeste. O mesmo engloba as agroindústrias e a produção agropecuária. A última tem se destacado no fornecimento de matéria prima para indústrias de alimentos e de outros setores do Brasil e do exterior, principalmente carne, soja, algodão, milho, cana-de-açúcar e arroz.


A região tem uma participação significativa no cenário nacional quanto à produção agropecuária, uma vez que a cada ano os índices de produtividade se elevam. Isso tem ocorrido em razão de investimentos em tecnologias, especialmente naquelas propriedades de produção tradicional. Os recursos são aplicados na compra de maquinários, insumos agrícolas, e na utilização de mão-de-obra especializada (técnicos) no desenvolvimento das atividades. Em suma, o que tem ocorrido é um processo de modernização maciça do campo na região.


Na região Centro-Oeste é possível identificar áreas agrícolas que se destacam na produção de determinadas culturas. No Mato Grosso, as culturas que se destacam são: arroz, soja e o milho no norte da capital (Cuiabá); algodão no sul do Estado; e cana-de-açúcar a oeste do mesmo. No Mato Grosso do Sul, nas proximidades de sua capital (Campo Grande), destaca-se a produção da soja e do trigo; no município de Dourados, soja, cana-de-açúcar, milho e arroz; e ao norte do Estado, soja. Já em Goiás, o que se destaca é a produção de algodão, soja, milho e arroz, isso no sudoeste do Estado; no Mato Grosso goiano (centro do Estado) a principal cultura é a cana-de-açúcar.


Historicamente, a região sempre se destacou na pecuária. Ainda hoje, essa atividade possui uma grande relevância para a economia do Centro-Oeste, respondendo pela maioria da renda proveniente do setor agropecuário. A pecuária desenvolvida na região se dedica, principalmente, à criação de bovinos, mas também existem criadores de bubalinos e equinos.

Aspectos Culturais


A cultura do Centro-Oeste brasileiro é bem diversificada, pois recebeu contribuições principalmente dos indígenas, paulistas, mineiros, gaúchos, bolivianos e paraguaios. São manifestações culturais típicas da região: a cavalhada, no estado de Goiás; o cururu, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; além da culinária como o arroz com pequi, sopa paraguaia, arroz carreteiro, arroz boliviano, Maria Isabel, entre outros.

Em Goiás se destacam os eventos culturais, como a Cavalhada e a Procissão do Fogaréu.
As Cavalhadas ocorrem na cidade de Pirenópolis, é uma apresentação teatral ao ar livre em que homens montados a cavalo representam uma luta medieval entre Cristãos e Mouros. Essa é uma das principais atrações turísticas da Festa do Divino de Pirenópolis, em Goiás.

Calma isso não é um desfile da Ku Klux Klan.

Durante as comemorações da Páscoa ocorre na cidade de Goiás a Procissão do Fogaréu, na quarta-feira da Semana Santa. Esse evento cultural atrai cerca de 10 mil turistas.





 


Em muitos lugares do Brasil o tear manual se tornou peça de museu. Porém, em alguns municípios ainda são encontradas tecelãs confeccionando várias peças de tecido, agora valorizadas pelo turismo.


Destacam-se entre os pratos principais goianos a galinhada com pequi e guariroba, o empadão goiano e os diversos frutos do cerrado.

O Mato Grosso apresenta como manifestação cultural o cururu, dança de provável origem indígena, que homenageia santos padroeiros de cidades do interior do Mato Grosso. Os homens, únicos participantes da festa, dançam em círculos ao som de viola de concho e reco-reco.

Outros eventos culturais são a festa de São Benedito, Siriri, Rasqueado Cuiabano, Viola-de-Cocho.
A culinária é marcada pelo bolo de arroz, mojica de pintado, Maria Isabel e farofa de banana.

O artesanato do Mato Grosso é conhecido principalmente pela viola-de-cocho e pelas redes bordadas, que atualmente são vendidas até para outros países. Se destacam também as bonecas de pano, artesanato em madeira e cerâmica.

As manifestações culturais no Mato Grosso do Sul apresentam aspectos parecidos com os do Mato Grosso. Destacam-se as danças como o cururu, siriri, guarânia e os pratos típicos: arroz boliviano, caribeu, farofa de banana, sopa paraguaia, arroz carreteiro, farofa de carne.

A população do Distrito Federal é oriunda de imigrantes de diversos estados brasileiros, esse fato é o grande responsável pela diversidade na culinária, sotaques, costumes, comidas típicas e músicas. São principalmente nordestinos, goianos, mineiros e paulistas, havendo características culturais de todos esses locais.


fontes: http://www.estadosecapitaisdobrasil.com/regiao-centro-oeste.php
           http://www.brasilescola.com/brasil/agropecuaria-centrooeste.htm
           http://www.brasilescola.com/brasil/aspectos-culturais-regiao-centrooeste.htm


sábado, 12 de outubro de 2013

Região Sul

A Região Sul do Brasil possui uma área de 576.774.310 km², o que corresponde a 6,76% do território nacional. É a menor das regiões brasileiras. É a única das regiões que está fora da Zona Intertropical. Faz fronteira com o Uruguai, Argentina e Paraguai.


Seu povoamento foi marcado pela presença de imigrantes europeus, entre eles, italianos, alemães, poloneses e ucranianos, que deixaram marcas de suas culturas, notadamente na arquitetura, na culinária e nas danças da região.
Os 3 estados da Região Sul e suas capitais capitais são:
  • Paraná (Curitiba)
  • Santa Catarina (Florianópolis)
  • Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
A indústria do vinho é hoje uma importante fonte de renda para a região.
Gramado e Canela, na Serra Gaúcha, com baixas temperaturas, são grandes centros turísticos.
A Região Sul concentra uma área industrial importante, que se estende de Curitiba até Blumenau em Santa Catarina e outra área que se prolonga de Porto Alegre, para o norte, tendo como centro a cidade de Caxias do Sul.
O estado de Santa Catarina é o maior produtor nacional de ostras e mexilhões cultivados em grandes parque  aquícolas.
A Catarata do Iguaçu, formada pelo rio do mesmo nome, com 275 quedas d'água, localizada no Parque Nacional do Iguaçu, no estado do Paraná, é considerada Patrimônio Natural da Humanidade.
A Ferrovia Curitiba - Paranaguá, localizada na Serra do Mar, construída em 1808, numa área de Mata Atlântica, é um dos mais importantes  percursos turísticos da região.

História 

Até meados do século XVIII, povoavam o território da atual Região Sul, os portugueses e os luso brasileiros. Foi por volta de 1750, com as Missões Jesuítas que começara a se formar as cidades de São Borja, Santo Ângelo, São Miguel das Missões e São Nicolau, São Luís do Gonzaga, entre outras.
A necessidade de abastecimento de couro e carne para a região das Minas Gerais, incentivou o deslocamento de paulistas em busca do gado selvagem que vivia solto nos estados do sul.
No início do século XIX as áreas campestres da atual Região Sul, estavam ocupadas por criadores de gado, migrantes de origem paulista e imigrantes açorianos, (das ilhas de Açores à oeste de Portugal), atraídos pela concessão de terras, entraram nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Relevo


A Região Sul apresenta relevo formado pelo Planalto Meridional, que possui as maiores altitudes da Região Sul, onde são registradas as temperaturas mais baixas e o clima mais chuvoso da região.
Apresenta áreas de serra destacando-se a Serra do Mar, Central e Serra do Sudeste.

Serra do Mar - Paraná 
Uma grande faixa de terra formada por colinas suaves (coxilhas), drenadas por vários rios e riachos, coberta por gramíneas, formam os chamados Pampas ou Chapada Gaúcha.

Pampas
O solo dos Pampas, ao longo dos séculos, vêm sendo utilizados para a criação de gado e sofrendo com o assoreamento. Grandes areais se formaram nos municípios de Francisco de Assis, Itaqui, Cacequi, Quaraí e o maior deles o Areal de São João.

Clima

Os três estados brasileiros pertencentes à Região Sul possuem as cidades turísticas mais frias do Brasil. O clima da região é subtropical, com incidência de geadas, podendo, em casos extremos, nevar em algumas cidades. Os ventos que atingem essas localidades costumam interferir no clima. Quando ocorrem durante o verão, recebem o nome de ventos alísios e vem do sudeste; já no inverno, os ventos recebem o nome de minuano ou pampeiroe surgem de massas de ar do Polo Sul.


Localizada abaixo do trópico de Capricórnio, aregião pertence a uma zona temperada com uma temperatura média entre 14º e 22ºC anualmente. Nas localidades com clima mais tranquilo, a vegetação predominante são as florestas de araucárias, mas também se encontram pradarias e campos naturais, conhecidos como pampas. O clima mais frio da região é apontado como um dos motivos para o grande número de imigrantes que foram para lá.

Vegetação

A Mata dos Pinhais ou de Araucária, cobria vastas áreas da região sudeste, era formada também por outras espécies como imbuia, cedro, canela, gameleira, angico, tamboril etc. Com o desmatamento, para construção de casas, fabricação de móveis e para dar lugar à prática da agricultura, o pouco que sobrou, foi transformado em áreas de preservação 
ambiental.

A Mata Atlântica, com grande cobertura vegetal primitiva, cobre grande parte da Serra do Mar, que se estende na região. Nela encontram-se espécies como a figueira, canela, pinho-bravo, embaúba, pau-óleo, ipê amarelo, ipê da serra, carvalho etc., que é um importante bioma local.
A região é ocupada também por uma grande extensão de campos. Os campos dos planaltos, que vão do Paraná até o norte do Rio Grande do sul, e os campos da Campanha Gaúcha ou Pampa, que aparecem com uma camada de erva rasteira.
O solo de trechos da Campanha Gaúcha, que vem sendo utilizado para criação de gado desde o século XVIII, sofre com a erosão e a degradação, especificamente no município de Alegrete, com 200 hectares degradados, formando hoje o Areal de São João, considerado o maior da região. Além de outros areais que se formam nos municípios de São Francisco de Assis, Cacequi, Itaqui, e Quaraí.
Na região do litoral se destacam a vegetação de mangues, praias e restingas.

Pecuária

Na Região Sul, a pecuária desenvolvida de forma extensiva e intensiva, com técnicas modernas, ocupa um importante papel para a economia da região.
A criação de gado bovino de corte, visa abastecer o mercado interno e à exportação. É desenvolvida, em grande escala, a produção de gado leiteiro, um dos melhores rebanhos do Brasil, beneficiando as indústrias de laticínios.

A região é uma das maiores produtoras e exportadoras de suínos e também frangos, com destaque para a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, município considerado a capital da agroindústria, onde estão localizadas grandes unidades industriais processadoras e exportadoras de carne de suínos e aves. 


Agricultura

A Região Sul desenvolvia a agricultura colonial, destinada ao mercado interno. Depois dos anos 70, visando a exportação, grandes mudanças foram surgindo: estradas asfaltadas, portos e equipamentos modernizados, expansão da eletrificação rural e os equipamentos de transportes ampliados.
A expansão da lavoura comercial de soja não impediu que a Região Sul continuasse a desenvolver outras agriculturas de grande importância: a erva mate, o trigo, o milho, o café, o arroz, o feijão, alho, cebola, tomate etc.

No Rio Grande do Sul, os imigrantes italianos dedicaram-se principalmente à plantação e industrialização da uva. Hoje, muitas destas regiões se transformaram em cidades importantes, como Bento Gonçalves, Caxias do Sul e Garibaldi.

Em Santa Catarina , os italianos se dedicavam a várias culturas, formando cidades importantes, como Nova Trento e Nova Veneza.

Industrialização

Grandes indústrias estão instaladas na Região Sul do Brasil, entre elas, a Vivo e a Renault no Paraná; a Bunge Alimentos, a Sadia, a Brasil Foodes, a Weg e a Hering, em Santa Catarina e a Refap e a Renner no Rio Grande do Sul.
No Rio Grande do Sul, o parque industrial se estende entre os municípios de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo, que é uma das principais áreas de produção de couro e calçados do país.
No parque industrial de Caxias do Sul estão instaladas indústrias químicas e de material transportes, tratores e carrocerias para ônibus.
A produção de vinhos da região começou com a chegada dos imigrantes italianos, que se estabeleceram na Serra Gaúcha. Grandes vinícolas estão instaladas na região, que é responsável por 85% da produção nacional, com destaque para a Serra Gaúcha.
A grande expansão da lavoura, a sua mecanização, na produção de arroz, milho, soja, trigo, tomate, cebola feijão fumo, alho, erva mate, entre outras, fez surgir grandes empresas produtoras de equipamentos e insumos para uso na agricultura.

Cultura



Rio Grande do Sul 
Os gaúchos dos pampas, ou das cidades, formam um povo alegre e rico em tradições. Grande parte dos seus aspectos culturais é oriunda dos imigrantes alemães, que habitaram a região por volta de 1824. Os italianos, espanhóis e portugueses também contribuíram para a riqueza cultural desse Estado. 

O gaúcho, que não dispensa a bombacha, o lenço e o poncho, aprecia o chimarrão e o churrasco.


Grande parte das danças gaúchas é de origem portuguesa, se destaca também as danças espanholas, como a tirana e o anu. 

A festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de origem portuguesa, é realizada em Porto Alegre no dia 2 de fevereiro, no rio Guaíba, onde centenas de barcos e milhares de fiéis devotos participam da procissão fluvial. É também chamada pelo povo de festa das Melancias. 
Algumas cidades do Sul ainda celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS). 

Paraná 
Os migrantes chegaram a partir de 1850: alemães, italianos, poloneses, ucranianos, holandeses, etc. Eles influenciaram fortemente a cultura da região. Além dos colonizadores portugueses, que deixaram sua marca nos usos e costumes e no linguajar cantado dos paranaenses. 

No Paraná, a culinária inclui o barreado, um cozido de carne. É um prato caboclo típico do litoral. Ele é preparado com carne bovina, toucinho e temperos colocados em uma panela de barro. Ela é enterrada e acende-se por cima uma fogueira. Após 12 horas de cozimento, a iguaria está pronta.

Santa Catarina 

Os colonos imigrantes chegaram a partir do século XIX. No entanto, mais tarde o Estado recebeu grande influência dos colonos italianos e alemães. 

Nesta região do Brasil há uma grande quantidade de casas com arquitetura tipicamente europeia. 


Os imigrantes se adaptaram facilmente ao clima subtropical da região e muito contribuíram na cultura vinhateira, na triticultura (cultura com trigo), linho, algodão, cânhamo e mandioca. 

Alguns eventos culturais são marcantes, e mobilizam várias pessoas. O boi-de-mamão, por exemplo, vai do Natal ao Carnaval. Começa com as prendas e pedidos de ajuda e termina com a morte e ressurreição do boi. 

A dança de fitas é uma tradição milenar. É uma dança ariana antiquíssima. É feito um pau de fita, cujo mastro é sustentado no centro da dança por um menino. Da ponta do mastro saem pares de fita. Executam as figurações segurando a ponta das suas fitas, dançando, traçando as fitas em torno do mastro central.

Em Santa Catarina o boi na vara ainda é praticado. É uma espécie de tourada praticada. O boi, preso numa vara com uma corda, investe num boneco; até o esgotamento. Outras vezes soltam os animais e os homens saem correndo, derrubam o boi e despedaçam-no. 



Outro evento cultural no estado é a Oktoberfest, em Blumenau (SC), tradicional festa da cerveja. 




A culinária é marcada pelo pirão de peixe, no sul do Estado; e os pratos alemães e a marreca, no norte. Na capital, o destaque é o camarão.